PianoJazz

Wednesday, July 23, 2008

Very Special Old Product !!!



Os V.S.O.P. eram formados pelo ex-quinteto do Miles Davis: Wayne Shorter, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams, com o Freddie Hubbard a "substituir" o Miles. Neste video em particular, toca o Joe Henderson em vez do Wayne Shorter. Grande tema, grandes músicos..!

PS: Infelizmente o video não mostra o tema todo...

Thursday, July 10, 2008

Triste 4 de Julho

Ao longo deste ano, fui uma entre centenas (se não milhares) de pessoas que se manifestaram contra as ameaças de reforma da Ministra da Educação em relação ao ensino especializado da música. Em poucas palavras, a ideia geral da Ministra era acabar com o ensino especializado da música, isto é, o ensino individual de instrumento, oferecendo em troca aulas de música em todas as escolas, no mínimo até ao 9º ano. Como devem calcular, a ideia nunca foi apresentada de forma tão crua mas as regras que os diversos representantes do ministério ameaçavam impor traduzir-se-iam sem duvida na descrição que fiz.
Para quem quer que esteja minimamente dentro do assunto, torna-se óbvio que a mera discussão é ridícula. Todos achamos óptimo que se aumente o ensino da música nas escolas mas esse nunca poderá substituir o ensino individual.

Há umas horas recebi um e-mail do Professor Eurico Carrapatoso que me deixou, para além de profundamente desiludida, preocupada. Dizia o seguinte:

"O Ministério da Educação esperou pelo momento oportuno e morno de Julho para, através de uma determinação do pulso do inefável Valter Lemos, desferir aquele que é o golpe de misericórdia no ensino especializado da música em Portugal."

E em anexo o dito Despacho(nº 18041/2008 de 4 de Julho)e o Comunicado do Conservatório Nacional à imprensa, o qual transcrevo:


"A dois meses do início do próximo ano lectivo os Conservatórios de Música vêem-se confrontados com o despacho nº 18041/2008, publicado a 4 de Julho com normativos
que regulamentam o ensino especializado da música.
Após um ano conturbado, que implicou inúmeras reuniões e a elaboração de projectos que todos os Conservatórios apresentaram ao organismo ANQ (Agência Nacional para a Qualificação) que tutela o Ensino Artístico, o Ministério ignorou as propostas dos profissionais do sector e retrocedeu em todo este processo de negociação, tendo hipotecado uma reforma que se pretendia estar ao serviço do maior número de alunos que quisessem estudar música no País.
O trabalho de reformular o Ensino Artístico resume-se na perspectiva do Ministério a um despacho breve, sem quaisquer linhas de fundo em termos programáticos e de conteúdo. No entanto, pelo seu carácter redutor e limitativo terá consequências gravíssimas, tais como:
Exclusão de cursos:
O acesso aos Conservatórios no regime supletivo passa a estar vedado a alunos com idades superiores a 18 anos, tanto para novos alunos como para os que transitem de ciclo. O que fazer por exemplo com os alunos de canto, que por razões de maturidade anatómica, devem iniciar o estudo só a partir desta idade.
Sobrecarregamento absurdo de horários:
Os alunos terão que frequentar obrigatoriamente todas as disciplinas do plano de estudo em simultâneo com o ensino regular. Sendo assim, um aluno do regime supletivo
que se encontra no 10º ano do ensino regular e no 6º grau do Conservatório passará a ter cerca de 28 horas semanais de permanência na primeira escola e 13 a 15 horas na segunda, o que na totalidade soma 44 horas semanais efectivas, ou seja, mais de 8 horas diárias. Já não falando do necessário estudo em casa para cada um dos cursos.
Imposições rígidas impraticáveis:
O grau correspondente ao curso de Música terá de ser equivalente ao grau frequentado no Ensino Regular. Quer isto dizer, que um aluno que deseje aprender um instrumento como a trompa de (5Kg) tem que iniciar os seus estudos no 1º grau do Conservatório aos 10 anos e estar no 5º ano do ensino regular, numa idade em que pesa em média 30 kg?
Em Fevereiro saímos à rua em defesa da qualidade e continuidade do ensino especializado da Música. Chamaram-nos mentirosos, acusaram-nos de agir de má fé e com receios infundados. Hoje constatamos, com este despacho, que se materializaram as nossas preocupações. Afinal onde está a Mentira?"


Vejo agora o meu próprio futuro a ser ameaçado e pela primeira vez sinto-me verdadeiramente revoltada com uma decisão do governo. Sempre defendi que há um lado bom em todas as decisões ou pelo menos uma boa intenção. Estou com sérias dificuldades em ver a desta.

Monday, July 07, 2008

Déja vu...

Victor Borge


Vicissitudes do estudo... Espero eu!

Monday, May 19, 2008

"Ouve o silêncio"




[Fotografia de Alexandre Homem Cristo©]


@In-deed

Thursday, April 17, 2008

Grand Pianoramax no Hot Clube



O grande pianista Leo Tardin, vem finalmente ao Hot Clube de Portugal com o Grand Pianoramax. Hoje e amanhã pelas 23h apresentará um projecto onde é dificilmente palpável o background de jazz do pianista. Tocará piano, fender rhodes e minimoog, acompanhado do baterista Yoann Serra e o rapper MC JP (MC oficial do Festival de Montreux).

Aqui fica um video, para atiçar a curiosidade!

Wednesday, April 09, 2008

And...



We're back!

Monday, October 15, 2007

Add-vice [YouTube]

Com este video reabro uma rubrica que já tínhamos antes mas desta vez na modalidade "YouTube". Daremos a conhecer (com alguma regularidade) videos que se enquadrem de alguma forma no tema do blog. Espero que gostem!



André Fernandes Quarteto com Mário Laginha, Nelson Cascais e Alexandre Frazão.

Monday, October 08, 2007

Back In Business!



PianoJazz, o blog onde escrevem os três acima (Margarida Campelo, Inês Laginha e Filipe Melo) está de volta à blogosfera! Recapitulando, pretendemos que aqui se discutam métodos de estudo de Jazz, Jazz no geral, bons intérpretes e boa música!

Tuesday, February 20, 2007

Universal Mind of Bill Evans

Este pequeno documentário deixa claro o génio e a capacidade de síntese do pianista Bill Evans. Um verdadeiro tratado de como perceber e ensinar jazz, e de longe o melhor vídeo que já vi na internet.










Friday, February 02, 2007

Paulo Correia


Recebi hoje uma notícia profundamente triste.

Paulo Correia, um grande pianista do Funchal, faleceu esta noite. O Paulo Correia foi das primeiras pessoas que eu conheci quando visitei a Madeira através da escola do Hotclube - desenvolvemos imediatamente uma empatia musical que nos uniu. Além de ser um pianista de altíssimo nível, o Paulo era uma das melhores pessoas que conheço.

Ficámos grandes amigos e fizemos muitas sessões a dois pianos no conservatório. Depois, havia as jantaradas na sua casa, que aliás era um dos refúgios dos músicos de jazz na Madeira. A amizade com o Paulo e a sua família encantadora foi-se prolongando ao longo de muitos anos.

O Paulo era ainda novo, e partiu cedo demais.

Neste momento, enquanto escrevo isto, estou a ouvir uma versão do "Fotografia" do Tom Jobim tocado pelo Paulinho Correia numa das noites de "farra" que passámos na Madeira. Vou ter profundas saudades destas noites, e muita pena que não se repitam no futuro.

Acima de tudo, o grande amor e que tinha pela música e pela vida deixará seguramente marcas em todos os que o conheceram, e a sua memória deixará uma herança no jazz nacional. Faltam palavras para descrever o profundo sentimento de perda que sinto, como amigo e como músico de jazz.

Espero que nos encontremos um dia para tocar o "Tangerine" a quatro mãos, nesse sítio onde se juntam todos os músicos de jazz que partem! Descansa em paz, Paulinho!

Thursday, January 25, 2007

Técnica

O post de hoje foi inspirado por uma conversa com um aluno, Pedro Nobre, um promissor pianista, e resolvi falar sobre isto porque é uma questão que me afectou particularmente na minha aprendizagem do piano.

A aprendizagem tradicional do piano é muitas vezes baseada no estudo da técnica no estado puro (e.g. Hanon - O Pianista Virtuoso, Czerny, etc.) e na mecanização de padrões digitais e de destreza. A questão que se põe é - até que ponto é que estes exercícios podem ajudar na técnica jazzística ou na velocidade do pensamento musical. Correndo o risco de fazer uma afirmação um pouco radical, acho sinceramente que nunca se deve estudar técnica pela técnica.

Passo a explicar: Tenho observado ao longo dos anos, como aluno ou como professor, que é muito comum encontrar um pianista fechado numa salinha a praticar os padrões do Hanon horas a fio, sem que isso depois demonstre qualquer melhoria na sua forma de tocar prática. Nos meus tempos de estudante de música clássica, era capaz de estar horas a fio a estudar escalas ou padrões digitais - em retrospectiva, considero que desperdicei algum do meu tempo e que isso claramente não me ajudou. Sei que pode ser discutível, mas genuinamente sinto isso.


Velocidade de dedos e técnica conseguem-se, na minha opinião, com duas coisas -

1.Velocidade de pensamento musical

2.Estudo de exercícios musicais práticos e reais

Sobre a primeira já falei muitas vezes - resume-se a ouvir fontes externas (discos, concertos), tentar perceber o que se passa em tempo real, e conseguir "solfejar" por graus o que se ouve internamente. É muito chato quando a cabeça tem uma ideia musical e os dedos não a conseguem reproduzir, mas acho que estamos todos de acordo que é infinitamente pior quando não há qualquer ideia musical interna e os dedos mexem na mesma...

O que eu entendo pela prática de exercícios musicais reais - Nunca estudar técnica pela técnica. Estudar sempre elementos que possam ter um resultado musical imediato, e que vos façam soar melhor e mais competentes a curto prazo. Deixo aqui alguns exemplos do que considero exercícios técnicos "reais".

- Transposição de temas

- Aprendizagem/Composição de temas

- Transposição de padrões de II-V-I´s

- Transcrição de solos e tocar com o disco (este será porventura o exercício que me ajudou mais a desenvolver técnica)

- Tocar com Play-Alongs

- Utilização de motivos (falarei sobre este tema num post brevemente)


É uma afirmação um pouco radical, eu sei, mas acho que métodos como o Hanon podem ser tão benéficos como prejudiciais - é importante que se perceba que estes livros não desenvolvem qualquer tipo de musicalidade. No entanto, podem ajudar e inclusivamente já recomendei estes exercícios a iniciados, para que desenvolvam uma relação física com o instrumento. Passada esta fase, todo o trabalho que devem ter é mental - sejam inteligentes na vossa aprendizagem: se usarem mais a cabeça do que os dedos pouparão horas em frente ao teclado. A técnica será sempre uma maneira de servir a musicalidade - e esta última deverá estar sempre um passo à frente para que possam melhorar.


Thursday, January 18, 2007

Jazz Dispute

Alguns de vocês já terão visto este vídeo, outros(muitos provavelmente)conhecem o solo. Conhecendo ou não, é absolutamente imperdível: Dizzy Gillespie e Charlie Parker representados no seu melhor!

Wednesday, January 17, 2007

Um grande disco



Como prometido, o Piano-Jazz está de volta.

Terão de me dar algum tempo para que recupere o ritmo com que iniciámos este blog.
Muito em breve porei mais algum material didático online. Entretanto, venho recomendar um disco que considero ser um dos melhores albuns de piano alguma vez gravados.

É um tratado de introspecção, classe e bom gosto. Espero que consigam apreciar a subtileza do piano, que muitas vezes prescinde da parte da improvisação para tocar apenas a melodia. Em resumo, ensinou-me uma coisa - tudo anda à volta da melodia.

Há um segundo volume (Together again) igualmente bom, mas a minha preferência vai para este, especialmente para o tema "The touch of your Lips".

Tony Bennett - Bill Evans Album

Monday, January 15, 2007

PianoJazz de volta!


Olá caríssimos leitores! Pergunto-me se ainda faz sentido usar plural aqui... não escrevemos há meses e duvido que haja sobreviventes por aí. De qualquer forma venho dizer-vos que o nosso blog está de volta à acção! Dentro em breve poderei de novo escrever (e pressionar os meus colegas bloggers a fazer o mesmo) e o blog vai finalmente ser actualizado com regularidade...espero!

Então até já!

Wednesday, June 07, 2006

Bill Evans fala sobre Monk



Este texto é um pequeno ensaio escrito pelo pianista Bill Evans para a capa de um disco do Thelonious Monk da Colombia Riverside.

Este texto para mim é o melhor resumo da forma muito particular que T.Monk tinha de interpretar a música e o piano.

Thelonious Monk is an example of an exceptionally uncorrupted creative talent. He has accepted the challenges that one must accept to forge a music utilizing the jazz process. Because he lacks, perhaps fortunately, exposure to the Western classical music tradition or, for that matter, comprehensive exposure to any music other than jazz and American popular music, his reflections of formal superficialities and their replacement with fundamental structure has resulted in a unique and astoundingly pure music.

Make no mistake. This man knows exactly what he is doing in a theoretical way - organized, more than likely, in a personal terminology, but strongly organized nevertheless. We can be further grateful to him for combining aptitude, insight, drive, compassion, fantasy, and whatever else makes the "total" artist, and we should also be grateful for such direct speech in an age of insurmountable conformist pressures.

In a recent 'Down Beat' Blindfold Test, I was played a Thelonious Monk track. I might repeat here part of my reaction: Monk approaches the piano and, I should add right now, music as well, from an "angle" that, although unprecedented, is just the right "angle" for him. Perhaps this is the major reason for my feeling the same respect and admiration for his work that I do for Erroll Garner's, though they might seem poles apart to the casual listener. Each seems to me as great as any man can be great if he works true to his talents, neither over nor underestimating them and, most important, functions within his limitations.

You will experience an absolutely inimitable performance when you listen to this recording and bless the beauty of the fact that there just ain't no other like it. To exemplify this is a noble accomplishment and testimony to an exceptional, worthwhile life.

-- BILL EVANS

Sunday, May 28, 2006

Sacar solos

Sacar solos foi das primeiras coisas que comecei a fazer quando iniciei o meu estudo jazzístico de piano e foi das coisas que mais me entusiasmou. A conselho do Filipe, comecei pelo solo do Red Garland no tema Bye Bye Blackbird do álbum do Miles Davis 'Round About Midnight. Saquei-o, transcrevi-o e confesso que me deu um certo trabalho, apesar de ser um solo relativamente simples (mas há que ter em conta que era a primeira vez que o fazia). Quando, após algum esforço, o tinha finalmente nos dedos, punha o CD a tocar e esperava que chegasse a minha vez de solar (por cima do Red Garland, claro). Era incrível poder soar de forma semelhante à gravação, solar por cima de um tema quando, na verdade, estava muito longe de o conseguir fazer sozinha (funcionava, de certa forma, como uma ilusão). Segui para um outro solo, desta vez do Larry Fuller, num tema (cujo nome não sei, lamentavelmente) de um disco de tributo ao Dexter Gordon. O solo está (praticamente) acente da harmonia de um turnaround e é um solo rápido mas muito bom para sacar pois é bastante perceptivel. Muitas vezes, quando estamos a sacar solos ou melodias, não percebemos bem as notas que estão a ser tocadas não por falta de capacidade auditiva mas por falta de definição pela parte do intérprete. Mas Larry Fuller definia muito bem as suas malhas, percebia-se tudo o que tocava. Assim, mais uma vez a conselho do Filipe, saquei o solo, transcrevi-o e toquei-o por cima da gravação (desta vez foi mais complicado devido à velocidade que, na altura, me foi difícil de alcançar).
Considero uma óptima maneira de começar quando falamos de solos e linguagens. Mas ao sacarmos solos de outros pianistas estamos, basicamente, a copiar uma coisa de outra pessoa. Isto pode ser considerado um obstáculo à criação de uma linguagem própria mas penso que não tem de ser visto desta forma. Acho que contribui bastante para a iniciação da improvisação, na medida em que ouvimos e tentamos perceber o que fazer e como fazer. Ficamos a conhecer as diferentes linguagens e abordagens de vários pianistas e definimos as nossas influências futuras. Sacamos malhas úteis e começamos a criar as nossas. Mas, acima de tudo, dá um gozo imenso!

Saturday, May 13, 2006

JAZZ VIDEO



O post de hoje é uma lista de videos de pianistas de jazz que encontrei. Há muitos mais. Não sei quanto tempo estarão online. Vejam estes.


Art Tatum - Yesterdays 1954
Bill Evans Trio - If You Could See Me Now 1966
The Theme - Oscar Peterson Trio
Josh_Binney "Killer Diller"(1948)#1 : The King Cole Trio
Miles Davis - All Of You - 1964 (Herbie Hancock)
Phineas Newborn Jr - Oleo

Sunday, May 07, 2006

A necessidade de ganhar

Quando um arqueiro faz tiro ao alvo sem nenhum objectivo, emprega toda a sua perícia.
Mas se o objectivo é ganhar um prémio qualquer, nem que seja uma taça sem valor, fica nervoso. Se o prémio é de ouro, então fica meio cego ou vê dois alvos: Fica fora de si !

A sua perícia não mudou, mas o prémio divide-o.
Preocupa-se. Pensa mais em ganhar do que em atirar.
E a necessidade de ganhar impede-o de usar toda a sua perícia.

Chuang Tse (xix,4)

Monday, April 24, 2006

Yin e Yang

"Como diz Lao Tse, uma árvore a crescer é um exemplo de processo em curso. Um olhar menos atento diria que a árvore está igual a cada dia. Uma pessoa que segue a Via do Tao do Jazz cresce como a árvore. Lentamente mas seguramente. O processo está em curso e é francamente visível, se o quisermos ver."


Este é o texto que tão esclarecedoramente nos apresenta o concerto que decorrerá no próximo sábado dia 29, no OndaJazz. O grande duo João Moreira e Filipe Melo (vulgarmente conhecidos por Yin e Yang) apresentar-nos-ão este projecto e já que estamos na Primavera, já se devem ver flores!
Às 23h30, como sabem.

Wednesday, March 29, 2006

Pensar em música


Mais uma vez, um post do João Moreira não deixou de me surpreender. É um facto que ultimamente se tem falado muito dele neste blog, mas desta vez tem mesmo de ser. E não, não é o post sobre adopção.


No texto sobre destreza de dedos o João consegue resumir uma filosofia musical que eu tenho vindo a defender há algum tempo. A da não transposição - a do pensamento musical abstracto.
Embora esta ideia pareça um pouco mística, a sua utilização prática é real e imediata.

No seu post, que podem encontrar em http://homepage.mac.com/joaomoreira, diz-se uma coisa que me pareceu muito clara e importante. É aconselhado ao aluno que toque o exercício em todos os tons, sem TRANSPOR. Parece uma contradicção, visto que imediatamente se transpõe algo quando se muda de tom. No entanto, o que isto quer dizer é que, quer seja uma melodia, um exercício ou um padrão, mais do que pensar em função de um tom original e adaptá-lo a um novo, o músico tem de desenvolver o PENSAMENTO ABSTRACTO da melodia, independente de um tom, ou até de um instrumento.

Toda a destreza de dedos e toda a facilidade no instrumento é, para mim, secundária quando comparada com o pensamento musical abstracto, que é como um músculo, e a forma de o exercitar é pensar nisto constantemente - no carro, nos concertos e onde se puder.